domingo, 23 de agosto de 2009

ESTE KARA NÃO SE EMENDA MESMO, JUNTO COM OS DEDOS DEVE TER PERDIDO PARTE DO CELEBRO. SÓ SOBROU O TICO E O TECO MEIO DESPERSONALIZADOS.

Brasil
Lula visita Líbia em meio a debate sobre pragmatismo na política externa

Fabrícia Peixoto

Da BBC Brasil em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista coletiva à imprensa estrangeira ao desembarcar em Trípoli, capital da Líbia, nesta terça-feira (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Política externa brasileira gera polêmica dentro e fora do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita a Líbia de Muamar Khadafi nesta quarta-feira em um momento em que a política externa brasileira de boa vizinhança com regimes autoritários e de pragmatismo em relação a questões que envolvem direitos humanos provoca polêmica no país e no exterior.

Lula fará o discurso de abertura na Cúpula da União Africana, que terá Khadafi como anfitrião, líder que está no poder há 40 anos e que vem buscando reabilitação internacional depois de ter admitido a participação de seu governo na derrubada de um avião da PanAm, em 1988, e ter pago U$ 2,7 bilhões em indenizações.

O presidente Lula já havia sido questionado por grupos de defesa dos direitos humanos ao receber o presidente do Uzbequistão, Islam Karimov, acusado de práticas antidemocráticas e desrespeito aos direitos humanos, e pelo convite ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejah, no momento em que o país sofre pressão da comunidade internacional para adequar seu programa nuclear às resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O Itamaraty defende a postura com o argumento de que a política externa brasileira se pauta pela “tradição de não-intervenção” nos assuntos internos de outros países e de que o isolamento dos regimes que desafiam a opinião pública mundial não é uma atitude produtiva e o melhor caminho é o diálogo.

Em viagem ao exterior, os dois principais porta-vozes do Itamaraty – o ministro Celso Amorim e o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães – não puderam conversar com a BBC Brasil.

Durante uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ministro Amorim foi questionado sobre as críticas e disse que, nessas questões, “é preciso considerar aspectos geopolíticos”.

“Claro, temos que ter princípios. Mas temos que ter um mínimo de pragmatismo. Se formos nos reunir apenas com pessoas virtuosas, talvez nem precisemos nos reunir”, disse o ministro.

Segundo ele, se o Brasil quiser ter um papel mais relevante nas grandes discussões internacionais, tem de estar preparado para “conversar” com todos os regimes.

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